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  • Hever da Silva Nogueira

AS MAÇONARIAS


AS MAÇONARIAS

Se lançarmos uma indagação sobre quantas Maçonarias existem, com certeza, a resposta será uma única: só existe uma.

Entretanto, ao verificarmos a História da Ordem podemos constatar que já na sua origem, a Maçonaria é apresentada de diversas maneiras, como se fosse efetivamente Instituições múltiplas e distintas.

É que, por se desconhecer, completamente, as suas origens, os primórdios da Maçonaria estando envoltos num imenso crepúsculo, permitem a geração de histórias fantasiosas transmitidas como condizentes especulações.

Assim, enquanto uns autores dizem que a Maçonaria é originária das primeiras civilizações humanas; outros afirmam que ela surgiu na construção do Templo de Salomão; e, outros ainda afiançam que ela nasceu das antigas corporações de construtores de castelos e catedrais, na Idade Média.

Seria a mesma Maçonaria que se transformou com o tempo e se adaptou às contingências, ou seriam Ordens díspares, criadas em épocas diferentes?

Os historiadores não apresentam um mesmo direcionamento. Para cada um deles, cada Instituição surgiu na condição e na época apresentadas. Logo, parece se tratar de Organizações distintas, embora tenham a mesma nominação, a mesma condição de secreta e a mesma Finalidade: A Arte de Construir... eram as MAÇONARIAS OPERATIVAS.

Entrementes, com o passar do tempo e levando em conta a queda do feudalismo e as mudanças sociais, intelectuais havidas no planeta, as Maçonarias pararam de construir castelos e igrejas e, por conseguinte, deixaram de ser Operativas, exigindo que houvesse uma transformação em suas Estruturas, Organização e nos seus Fins.

Então, buscando aprimorar o Homem, face o desenvolvimento mundial que se apresentava, de forma a alcançar o equilíbrio moral, cultural, social e espiritual necessário, buscou-se transformar a Maçonaria Inglesa e adaptá-la na Arte de Construir o Cidadão.

Podemos dizer que, assim, fora criada a MAÇONARIA HUMANISTA, na qual o Homem seria o centro, visando propiciar a sua desenvoltura para aplicá-la em proveito da própria Humanidade.

Contudo, essa nova Maçonaria que teve seu berço na Inglaterra, já passando a ser discreta, exigia que os Maçons servissem ao seu Rei e obedecessem, rigorosamente, as Leis do País.

Parece–nos interessante ressaltar que as modificações sofridas pela Instituição Britânica não ficaram restritas, exclusivamente, à Maçonaria Inglesa, nos outros Países onde existiam Organizações semelhantes, também as Ordens acataram às transformações, e as suas Maçonarias, embora com legislações peculiares, passaram a utilizar as mesmas ritualísticas em prol de atingirem objetivos idênticos: APRIMORAR O HOMEM LIVRE E DE BONS COSTUMES.

Mas, na França, em razão da Tirania, a Maçonaria toma um outro caminho diferente da Finalidade que havia sido estabelecida, busca enfrentar o Absolutismo e dar ao Povo as condições de vida com Liberdade, Igualdade e Fraternidade... derruba a Bastilha. Surge a MAÇONARIA LIBERTADORA.

Quiçá, influenciada pelas conquistas francesas, a Maçonaria Americana resolve também interferir no contesto histórico da Nação e promove a independência do País. Torna-se a MAÇONARIA INSPIRADORA.

No Brasil, a Ordem verificando os resultados obtidos em diversos países, assume a liderança no movimento em prol da soberania da Nação e, estrategicamente, sem lutas, sem derramamento de sangue, consegue convencer ao Imperador D. Pedro I a se tornar Obreiro da Arte Real e, como tal, ciente de suas obrigações, livrar-se do julgo português e proclamar a Independência Brasileira. Eis a MAÇONARIA ESTRATEGISTA.

Também, em duas outras ocasiões a Maçonaria Brasileira transcende aos seus objetivos e atinge a dois ideais maçônicos:

- o primeiro, em 1888 - ABOLIR A ESCRAVATURA, passando a ser a MAÇONARIA FRATERNA

- o segundo, em 1889 – PROCLAMAR A REPÚBLICA, tornando-se a MAÇONARIA DA SOBERANIA.

E para terminar esse pequeno ensaio, pensamos que nessa época, em que os valores éticos, patrióticos, educativos, espirituais e sociais muitas vezes são esquecidos ou, até mesmo, deixados de lado, a Ordem deveria se transformar numa efetiva ESCOLA DE ÉTICA para, ministrar os princípios morais, sociais e espirituais, tornando-se uma verdadeira fonte de virtude, voltada para o bem, para a dignidade do País e para o amor ao próximo.

E assim teríamos a MAÇONARIA MORALIZADORA.

Acadêmico Ir.: Hever da Silva Nogueira - Cadeira nº 13

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