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  • Hever da Silva Nogueira

“Jubileu de Prata Maçônico”


“Jubileu de Prata Maçônico”.

À esta obra denominei de “Jubileu de Prata Maçônico”. Ela encontra-se exposta no Saguão de Entrada da Aug.:, Resp.: e Gr.:Benf.: Loja Simb.: Humildade e Fraternidade – 1684 – GOB – GOB-ES, entrementes, nem todos os Irmãos conhecem a sua história, o porquê dela ter sido pintada e a razão de se encontrar ornamentando a Loja Humildade e Fraternidade. Devo começar explicando, que eu a ofereci à Loja, por achar que ela deveria pertencer à Loja, uma vez que representa os primeiros vinte e cinco anos que vivi na Ordem, dos quais, onze, eu passei nessa Oficina, que adotei com a MINHA SEGUNDA LOJA MÃE. Permitam-me, então, contar como o ideei e o que busquei transmitir com a sua pintura. Em 1997, no dia 12 de agosto, eu iria completar vinte e cinco anos de Vida Maçônica. Então, um ano antes, eu havia pensado em comemorar o meu Jubileu de Prata Maçônico. Sem dúvidas, não como um festejo profano, mas com uma Ação Maçônica Beneficente. É bem verdade, que não dispunha de qualquer quantia para realizar o que ideara. No entanto, conjecturara uma série de alternativas para conseguir a disponibilidade financeira que precisava... editei um livro maçônico, mas, não consegui publicá-lo... e nada mais que pensara, dera certo. Então, sabendo das minhas habilidades artísticas, ideei e organizei uma Mostra de Pinturas, em que a venda das Obras me faria conseguir a quantia que precisava. Em junho de 1997, já tinha tudo planejado, com vinte e quatro quadros pintados. Por isso, solicitei ao Ir.: Nadir Reis, Ven.: da Loja, o Salão de Festas para dar início à exposição, no dia 17 de agosto de 1997 - Todavia, como planejara a Mostra com vinte e cinco quadros, de forma a representar os meus vinte e cinco anos na Ordem, precisava fazer uma última pintura. Assim, decidi pintar um quadro que representasse o meu tempo de vida na Maçonaria e, ao mesmo tempo, transmitisse - a todos os Irmãos – a essência do que eu aprendera naquele período. Comecei o quadro pintando um Pergaminho branco, envelhecido, para expressar o quarto de século vivido na Maçonaria, contudo, de forma que a sua brancura, traduzisse a Paz, a Harmonia e a Concórdia que constituem a argamassa, com a qual procuro revestir o meu Templo Interior. Também simbolizaria a minha Certidão de Vida Maçônica, contendo as datas mais significativas que vivi dentro da Fraternidade – minha Iniciação, minha Elevação e minha Exaltação - sobrepostas ao logotipo da minha Loja Mãe, a Aug.: e Resp.: Loja Simb.: Aurora de Brasília, nº 1634, ressaltando a Oficina: como o Berço Acolhedor, em meu renascimento; como Caminho Iluminado, em minha trajetória maçônica; e, como Fonte Inesgotável de saber, na minha busca incessante da Perfeição. Pintei o Compasso sustentando o Esquadro, para reverenciar ao Gr.: Arq.: do Univ.:, agradecendo-Lhe a proteção que me deu, durante esse período, e por me Levar a refletir e desenvolver atitudes de retidão e sobriedade, como deve ser o desempenho Justo e Perfeito do Homem/Maçom. Também, pintei uma ampulheta deixando escoar um quarto de sua areia, para representar o meu tempo como Obreiro da Arte Real e busquei transmitir, com essa pintura, que o tempo face à experiência que promove, é um dos fatores mais favoráveis, para o Maçom tornar a interminável obra, em prol da humanidade, mais eficaz e mais eficiente. Com a pintura de um tinteiro com a pena, ideei mostrar que aprendi, na Loja, a cultuar a liberdade de expressão, para que o conhecimento e o saber se desenvolvam Justos e Perfeitos. Pintei, ainda três Livros, com capas na cor vermelha, para lembrar os estágios que passei no Rito Escocês Antigo e Aceito – como Aprendiz, Companheiro e Mestre – nos quais assimilei que o Homem/Maçom só promove a Liberdade, com a Justiça; a Igualdade, com o Respeito; e, a Fraternidade, com o Amor. E por fim, pintei um círio aceso, em um castiçal singelo e bucólico. Com essa configuração busquei traduzir a essência Maçônica, que eu aprendera nesse período de existência na Ordem: Eu - o Homem/Maçom - ainda que tenha que me deixar consumir - tal qual uma vela acesa – deverei sempre de Pé e à Ordem, com humildade, iluminar o caminho do desenvolvimento da Humanidade, com a Luz da Verdade, para encontrar à Perfeição.. Terminada a explicação do quadro, creio ser importante esclarecer que o ato de vender as Obras, quando as expus, mesmo sendo para angariar fundos para filantropia, pareceu-me muito comercial e profano. Então, imaginei que se trocassem as Pinturas por donativos financeiros, as pessoas iriam ser, espontaneamente, envolvidas na ação caritativa, e, cada quadro seria recebido como a recompensa por terem ajudado e participado da beneficência. Com a proteção do Gr.: Arq.: do Univ.:, tudo deu certo e todos os quadros foram trocados, inclusive o “Jubileu de Prata Maçônico”... pois, eu fizera a doação, em sua troca. Contudo, ao vê-lo em minha casa, percebi que o seu lugar era na Loja, cujas razões já foram expressas e, então, sinto-me lisonjeado ao admirá-lo quando chego à Loja Humildade e Fraternidade. Acadêmico Ir.: Hever da Silva Nogueira Cadeira 13 – Patrono: Ir.: Kurt Prober

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