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  • Hever da Silva Nogueira

“O ONIPOTENTE E A TRAJETÓRIA DO MAÇOM” Vitral exposto na Loja Aurora de Brasília


“O ONIPOTENTE E A TRAJETÓRIA DO MAÇOM”

Vitral exposto na Loja Aurora de Brasília

Neste artigo, pretendo fazer um comentário esmiuçado sobre a primeira Obra de Arte que elaborei, contendo motivos Maçônicos– o Vitral que denominei de “O ONIPOTENTE E A TRAJETÓRIA DO MAÇOM”.

Entrementes, parece-me importante, antes de começar a explanação particular, esclarecer que as Obras de Arte que elaborei, com motivos Maçônicos, não foram criadas, exclusivamente, para servirem de adornos ou ornamentos decorativos; em verdade, todas foram ideadas buscando Transmitir Mensagens Maçônicas, de forma a promoverem uma reflexão.

Então, ao imaginá-las, conscientemente, cri que as configurações fossem capazes de promover informações úteis e que pudessem auxiliar no crescimento e no desenvolvimento do Homem/Maçom.

Eu já contava uma década de Ordem, e exercia o cargo de 2º Vig.:, na minha Loja Mãe – a Aug.: Resp.: e Gr.: Benf.: Loja Simb.: Aurora de Brasília, nº 1634 - quando elaborei o Vitral. Como a instrução dos Aprendizes estava sob a minha responsabilidade, sempre que possível, abordava com os novos Irmãos, a necessidade de procurarem, nos livros, nos artigos e, até mesmo, em ilustrações, as informações indispensáveis para adquirirem os conhecimentos preconizados pelo Grau Maçônico que haviam recebido, primordialmente, as peculiaridades concernentes ao cumprimento da missão de desbastar a Pedra Bruta.

Então, em todos os momentos oportunos, procurava conscientizá-los de que a Maçonaria, por ser uma Instituição Iniciática, se preocupa em ressaltar que, somente, por meio do cumprimento inflexível do dever; da prática desinteressada da beneficência; e, da investigação constante da verdade – isto é, pelo APRIMORAMENTO, o Homem/Maçom consegue se desenvolver e corroborar com o aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade.

Contudo, a velha experiência profissional - obtida nos vários anos de magistério - levou-me a lembrar que as estimulações visuais promovem a assimilação dos ensinamentos transmitidos, com muito mais eficientes que qualquer outro meio motivador. Então, como eu já pintava quadros com outros motivos, resolvi colocar em prática a ideia de utilizar uma Obra de Arte, para transmitir a Mensagem Maçônica, que eu lhes queria comunicar. E, aproveitando o ensejo, também iria repassá-la, aos demais Obreiros da Arte Real que a visualizassem.

Naquela ocasião, a Loja Aurora de Brasília havia adquirido um novo imóvel, tendo sido o seu Templo construído no subsolo, do prédio. E, na sala dos Passos Perdidos, sobressaia um janelão, de dois metros por dois metros, com quatro quadrantes que, sem dúvida alguma, era o lugar ideal para eu desenvolver a minha pretensão.

Solicitei permissão ao Venerável e aos Irmãos para fazer um Vitral e instalá-lo no janelão. E, uma vez concedida a autorização, de imediato, passei a imaginar a Obra que iria confeccionar. Seria um Vitral apresentando certas configurações simbólicas, capazes de promover uma reflexão nos Maçons que as vissem. Teria que transmitir uma mensagem bem significativa e, ao mesmo tempo, servir como ornato salutar, ao ambiente.

Levei, um bom tempo trabalhando. Primeiro, escolhi o tema; depois passei a desenvolver a ideia; em seguida, fiz o modelo e, tão logo, adquiri o material específico, lancei-me à confecção de cada painel... E, após passados uns quatro a cinco meses, a primeira Obra de Arte, com motivos Maçônicos, estava concluída e se tornava uma realidade.

Não quero ser presunçoso, contudo, creio ter conseguido realizar o meu intento… Efetivamente, eu confeccionara uma Obra de Arte que levava o Obreiro a refletir sobre o APRIMORAMENTO DO HOMEM/MAÇOM.

Reparem os seus detalhes e sintam a mensagem que o Vitral, efetivamente, comunicava:

Ainda que existam os mais acentuados contrastes, as mais discrepantes divergências e as mais cruéis contradições no mundo, em que vivemos (representados, no vitral, pela abóboda em xadrez preto e branco), estando sob a égide do Grande Arquiteto do Universo (ressaltado pelo Triângulo Perfeito com o Olho Que Tudo Vê e os raios que dele emanam), o Homem/Maçom (retratado pela Pedra Bruta, no canto direito do Vitral) ao se aprimorar moral, intelectual, profissional e socialmente (insinuado pelas ferramentas de trabalho - maço, cinzel, alavanca, régua, compasso, esquadro, nível, prumo e trolha), transformar-se-á na base (expressa pela Pedra Polida – à esquerda do Vitral) para ser o alicerce da Maçonaria (configurada na Coluna Coríntia) tornando-a inabalável sustentação da Humanidade (representada pela Esfera Terrestre).

Então, o Vitral: “O ONIPOTENTE E A TRAJETÓRIA DO MAÇOM” – recebendo uma iluminação por trás, ressaltava resplandecência, quando foi apresentado aos Obreiros e demais convidados, no dia 15 de março de 1982, presente às solenidades do décimo sétimo aniversário da Oficina, passando a constituir parte do acervo cultural da Loja Aurora de Brasília – 1634 - no Oriente do Distrito Federal.

Acadêmico Ir.: Hever da Silva Nogueira – Cadeira nº 13 – Patrono : Ir.: Kurt Prober


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